Reflexão: Liturgia do VI Domingo do Tempo Comum, Ano A – 15/02/2026

13 de Fevereiro de 2026

"Reflexão: Liturgia do VI Domingo do Tempo Comum, Ano A – 15/02/2026"

“SEJA O VOSSO 'SIM': 'SIM', E O VOSSO 'NÃO': 'NÃO'.” (Mt 5,17-37) 

Não basta acharmos que somos justos, porque todo mundo se acha justo segundo a sua própria justiça. A nossa justiça não pode ser como a do mestre da lei, dos fariseus, dos hipócritas. A nossa justiça tem de ser a justiça de Deus. Jesus nos ensina, hoje, três coisas importantes: não adianta dizer “Eu não mato, nunca matei ninguém”; meu irmão, se você se encoleriza com o seu irmão, você já é digno do réu ou do tribunal de Deus, de ser réu no tribunal divino. 

Você sabe que a cólera toma conta de nós, que somos movidos pela raiva, pelo ressentimento, pelo rancor. 

Facilmente nos irritamos, e o coração irritado (que parte para a ira) se torna um coração destemperado e diz intempéries das mais tempestivas possíveis, saem palavras pesadas, agressivas, duras. 

Então, se queremos viver a justiça controlemos, em primeiro lugar, a nossa cólera. A lei divina diz: “Não cometerás adultério”. “Graças a Deus nunca adulterei”: o outro pode estar se vangloriando disso. Meu irmão, se você já olha para o outro, se você já olha para a outra desejando-a, o adultério já entrou no seu coração. 

Por isso, é preciso purificar a intenção interior, purificar e vigiar o nosso próprio olhar, porque estamos olhando para aquilo que é pecaminoso e que traz impureza para dentro de nós. 

Então, não pode vangloriar-se de ter cometido ou não o adultério, o que precisamos é purificar o nosso olhar, porque o olhar puro é o que nos mantém na pureza e na integridade de vida. Depois, nós não precisamos jurar, nós não precisamos, de forma alguma, colocar peso na nossa palavra. O que nós precisamos é de autenticidade, é viver a verdade e parar de mentir. “Ah, são apenas pequenas mentirinhas”; não existe pequena “mentirinha”, o que existe é mentira, pois, ou você é uma pessoa verdadeira, uma pessoa autêntica em todas as situações, ou é autêntico segundo o seu critério de autenticidade somente quando lhe convém e as coisas lhe são favoráveis. Autêntico é autêntico, verdadeiro é verdadeiro. Aquele que comunga de qualquer mentira não é digno a ser um discípulo de Jesus. “Que o vosso sim seja sim, que o vosso não seja não”, e o que passar disso é do maligno e diabólico. Porque há pessoas que, na sua frente, dizem “sim”, nas costas dizem “não”; há aquele que, quando está com você quer te agradar e falar um monte de coisas, mas, quando está na sua ausência, diz outras coisas. Isso é a hipocrisia do mundo: a nossa falta de autenticidade; é a justiça que nós queremos exigir dos outros, mas não somos justos nem nas nossas conversas; conversas dúbias, palavras dúbias. Sejamos sinceros! 


Diác. Adnilson de Andrade 

Diácono permanente da Arquidiocese de Maringá 

Paróquia Jesus Bom Pastor, Paiçandu 


Reflexão do Evangelho publicada na Revista Maringá Missão Ed. 313. Fevereiro/2026