Reflexão: Liturgia do 23° Domingo do Tempo Comum, Ano A - 06/09/2026

04 de Setembro de 2026

"Reflexão: Liturgia do 23° Domingo do Tempo Comum, Ano A - 06/09/2026"

“PORTANTO, DEUS JÁ DERRAMOU SOBRE NÓS ESSA VIRTUDE, QUE NOS LEVA AO CUIDADO COM OS NOSSOS IRMÃOS” (Mt 18,15-20) 

O Evangelho deste domingo nos recorda de que Deus nos criou por amor e derramou sobre todos nós o Seu amor por primeiro. Depois, enviou o Seu Filho, que morreu na Cruz realizando, para nós cristãos, o maior ato de amor: derramou o Seu Sangue por nós, libertando-nos de todo pecado. 

Antes disso, porém, Jesus nos deixou um caminho de santidade, que são os sacramentos. Ao derramar o Seu Sangue e a água do Seu lado aberto na Cruz, manifesta plenamente o Seu amor por nós. O Seu coração, transpassado pela lança, torna-se fonte dos sacramentos, oferecendo-nos um caminho de santidade. 

Entre eles, podemos destacar o Sacramento da Iniciação à Vida Cristã: o Batismo. Nele, por meio do Espírito Santo, Deus derrama sobre nós os dons e as virtudes teologais: a fé, a esperança e a caridade. E a liturgia deste domingo nos convida, de modo especial, a refletir sobre a virtude da caridade. 

O Catecismo da Igreja Católica (CIC), que expressa o Magistério da Igreja, cuja autoridade foi confiada por Jesus aos Apóstolos quando disse: “Tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra será desligado no céu”, ensina, que: “A caridade é a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas, por si mesmo, e ao nosso próximo como a nós mesmos, por amor de Deus” (CIC, 1822). 

Já o CIC, 1829, afirma: “A caridade tem como frutos a alegria, a paz e a misericórdia. Exige a beneficência e a correção fraterna.” 

Portanto, Deus já derramou sobre nós essa virtude, que nos leva ao cuidado com os nossos irmãos, pois Ele não quer perder ninguém. Seu amor foi oferecido a todos. É por isso que, quando um irmão peca contra nós, Jesus nos chama à correção fraterna, mas sempre com amor. 

Primeiro, devemos falar com ele em particular. Se não nos ouvir, devemos levar uma ou duas testemunhas. Se ainda assim não houver mudança, a comunidade também é chamada a ajudar. Ou seja, devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que esse irmão tenha um verdadeiro encontro com Deus. 

O Evangelho termina nos recordando que: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles”. Assim, a correção fraterna nunca deve ser um ato de condenação, mas uma expressão da caridade, buscando sempre conduzir o irmão de volta ao amor e à presença de Deus. 


Diác. Paulo Fernandes Giacomassi

Diácono permanente da Arquidiocese de Maringá

Paróquia Cristo Ressuscitado, em Maringá


Reflexão do Evangelho publicada na Revista Maringá Missão Ed. 320. Setembro/2026