Reflexão: Liturgia do 24° Domingo do Tempo Comum, Ano A - 13/09/2026

11 de Setembro de 2026

"Reflexão: Liturgia do 24° Domingo do Tempo Comum, Ano A - 13/09/2026"

“PERDOAR NÃO SIGNIFICA CONCORDAR OU ACEITAR O MAL QUE O OUTRO FEZ, MAS DECIDIR VIVER A MISERICÓRDIA POR AMOR A DEUS” (Mt 18,21-35) 

O Evangelho apresenta, no diálogo entre Jesus e Pedro, o verdadeiro significado do amor. Ao se aproximar de Jesus, Pedro faz uma pergunta muito pertinente sobre o perdão, pois certamente tinha essa dificuldade, assim como nós também temos.

Então, Jesus responde com a autoridade do Filho de Deus, revelando que Deus, em Sua infinita misericórdia, chama-nos a a recordar que fomos criados à Sua imagem e semelhança. Portanto, a misericórdia que Deus tem para conosco manifesta-se quando há um verdadeiro arrependimento. 

Podemos contemplar isso na parábola do filho pródigo. Quando ele entra em si e se arrepende das escolhas que o levaram ao caminho do pecado, faz um belo ato de contrição ao dizer: “Pequei contra o Céu e contra ti...”. Ao voltar para a casa do pai, é recebido com grande alegria e festa. 

Por isso, Jesus também conta a parábola do rei misericordioso, para nos lembrar de que, sendo semelhantes a Deus, devemos ter misericórdia para com aqueles que nos machucaram e nos feriram. Ou seja, devemos perdoar sempre. 

Essa é uma condição que o próprio Jesus nos ensina na oração do Pai-nosso: “Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.” Recorda-nos ainda em Mateus (5,23-24), que antes de apresentar nossa oferta a Deus devemos nos reconciliar com o nosso irmão. 

Perdoar não significa concordar ou aceitar o mal que o outro fez, mas decidir viver a misericórdia por amor a Deus. É por isso que o Sacramento da Confissão vem ao nosso encontro. Todo aquele que se arrepende encontra a infinita misericórdia de Deus. 

Esse sacramento nos conduz à cura interior por meio do amor de Deus, curando as doenças espirituais e restaurando nossa comunhão com Ele. 

Assim, a liturgia de hoje nos convida a fazer uma profunda reflexão: A quem eu preciso perdoar? A quem eu preciso pedir perdão? Em minha confissão, do que preciso pedir perdão a Deus? 

Ao vivermos a graça do perdão, experimentaremos a paz e a alegria, que são frutos da vida plena vivida nos sacramentos. 


Diác. Paulo Fernandes Giacomassi 

Diácono permanente da Arquidiocese de Maringá 

Paróquia Cristo Ressuscitado, em Maringá 


Reflexão do Evangelho publicada na Revista Maringá Missão Ed. 320. Setembro/2026